Linkin Park – Minutes To Midnight

O lançamento de “Minutes To Midnight” será somente dia 14 de maio de 2007 (na europa, 9 dias depois deste review), porém, tive acesso às musicas e abaixo você pode ler um pouco sobre o tão aguardado CD.

30 Front Linkin Park   Minutes To Midnight

“Minutes To Midnight” contém 12 faixas:
Wake: Todos os CD’s de estúdio do Linkin Park, sem contar os remixes, contém uma música instrumental, e com este não é diferente. Wake é um belo instrumental que realmente dá a sensação do nome: acordar. É suave e crescente, culminando em riffs de guitarra e se tornando pesada, preparando para a próxima música.
Given Up: Given Up começa com algo parecido com palmas, entrando logo depois uma guitarra no estilo “guitarra e amplificador no meio da rua”, mas não se engane, é uma música bem pesada, principalmente na letra, que contém alguns palavrões, parecendo que algo os estava incomodando quando a fizeram.
Leave Out All The Rest: Uma bela letra, melodia com arranjos e batidas muito bem feitos, vocal intimista, esta é, na minha opinião, um dos próximos singles do CD, e tem tudo para cair nas graças de casais apaixonados, mesmo não sendo uma música romântica, como definiu Chester, um dos vocalistas da banda: “É como se fosse uma carta de desculpas, como se eu estivesse mudando e querendo que as pessoas lembrassem das coisas boas e não das ruins. Muito dessa canção é sobre humilhação”.
Bleed it Out: Mike Shinoda começa com um estilo parecido com o da música “In the end”, porém as semelhanças param por aí, a letra, a batida e o vocal são agressivos.
Shadow of the Day: Mais uma baladinha com um tom meio dramático e uma letra sobre despedidas e recomeços. Com uma batida lenta e um vocal baixo, ouve-se: “Sometimes beginnings aren’t so simple / Sometimes goodbye’s the only way” (“Às vezes começos não são tão simples / Às vezes adeus é o único caminho”).
What I’ve Done: Primeiro single do álbum e o que mais tem a cara do antigo CD “Meteora”. A letra também fala sobre despedida, porém tem um bom refrão e uma energia nos arranjos, é a musica com mais “cara de Linkin Park”.
Hands Held High: Um rap claramente inspirado na guerra, arranjos com estilo gospel e uma letra muito forte e marcante. A bateria lembra muito a marcha tocada em quartéis e o piano dá mais seriedade à musica.
No More Sorrow: Batida pesada, guitarras pesadas, um bom refrão, esta é “No More Sorrow”. A música mais “crua” do CD, a ausência de DJ e o efeito na guitarra somente demonstram isso. A letra parece ser um protesto, provavelmente inspirada no que os EUA estão passando.
Valentine’s Day: Se fosse para definir apenas com uma palavra esta música a palavra seria sombria. A nona música do álbum tem um vocal baixo e um instrumental um tanto quanto “dark”, o refrão dá um vigor à ela, mas não a levanta muito.
In Between: Mais uma música lenta, com um vocal e um instrumental leve é a música mais calma do CD. A letra é um pedido de desculpas.
In Pieces: Uma música um tanto quanto experimental, com instrumental lembrando reggae e ska, um solo de guitarra interessante e diferente e um ótimo vocal, na dose certa.
A letra fala sobre separação e não deixar as coisas em aberto. Uma música, vocal e instrumental realmente muito bons.
The Little Things Give You Away
: O início desta música lembra muito a banda Radiohead, guitarra acústica, vocal contido, solo bem executado e uma letra que não deixa nada à desejar, essa música fecha “Minutes To Midnight” com chave de ouro.
Conclusão: “Minutes To Midnight” é o álbum mais experimental já feito pelo Linkin Park, contendo muitos contrastes, como por exemplo a ambiguidade da revoltada “Give it Up” com a doce “In Between” e a diferente “In Pieces”, o que demonstra que a banda tentou um caminho diferente neste trabalho, quebrando um pouco a sonoridade um tanto quanto igual dos dois primeiros álbuns.

 Linkin Park   Minutes To Midnight

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Editor do Ouvindo.com, apaixonado por música, violinista, baixista e vocalista, no momento sem muito tempo pra praticar.